sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Se eu fosse

Se eu fosse uma flor
Significava um lindo amor.

Se eu fosse um amor
Talvez sentisse uma dor.

Se eu fosse uma dor
Tinha de chamar o senhor doutor!

Se eu fosse um doutor
Seria um senhor.

Se eu fosse um senhor
Tinha de encontrar um grande amor.

Se eu fosse um amor
Sentiria no coração calor.

Se eu fosse um calor
Seria a plateia de um cantor.

Se eu fosse um cantor
Teria de tocar um lindo tambor.

Se eu fosse um tambor
Seria um instrumento de muito valor.

Se eu fosse um valor
Seria uma jóia de uma linda cor.

Se eu fosse uma cor
Tinha de colorir a vida do meu amor.

Se eu fosse um amor
Todos os dias lhe daria uma flor.

Tatiana, Turma 48

Se eu fosse um pirata

     Se eu fosse um pirata, gostava de me chamar Pedrão, gostava de ir pelos sete mares, ver sereias encantadoras, descobrir tesouros e simplesmente ter uma caravela.
     Num belo dia, com o sol a brilhar lá no céu muito azul e o mar de águas cristalinas e mansas, o meu pirata de vigia gritou:
     - Barco à vista! Barco à vista!
     Era a nau com os nossos inimigos, os piratas do Capitão Perna de Pau.
    Todos os meus tripulantes se prepararam para esta grande batalha.
    - Ao ataque meus piratas! – disse eu, o capitão Pedrão.
    E a luta começou. Espada contra espada, canhão contra canhão e tudo era uma grande confusão.
    No fim de toda aquela batalha a vitória foi nossa e vimos a nau inimiga a afundar-se no mar azul.
    E fomos em busca de novas aventuras. Descobrimos ilhas desertas, tesouros maravilhosos com jóias, pedras preciosas, diamantes, ouro e moedas valiosas.
    Cruzámo-nos com navegadores amigos como Vasco da Gama a caminho da Índia e Pedro Álvares Cabral a caminho do Brasil.
     A minha vida de pirata seria muito emocionante! Conheceria pessoas muito diferentes, culturas desconhecidas e até poderia descobrir terras nunca antes descobertas.
     Se eu fosse um pirata, seria um rico pirata e um pirata muito rico!  

Pedro, Turma 48        

Se eu fosse um lápis

     Se eu fosse um lápis, gostava de ser um lápis de carvão.
      Gostava de pertencer a um escritor famoso que escrevesse belos poemas e histórias de encantar.
     Todas as noites, os pais das crianças liam a história que eu tinha escrito para os adormecer.
      Todos os meninos iam sonhar com as aventuras que eu tinha escrito. Podiam ser aventuras de sereias no fundo do mar, de piratas a navegar pelos sete mares, de fadas com asas brilhantes ou até cavaleiros e dragões.
     Se eu fosse um lápis, gostava também de ser um lápis de cor. Gostava de pintar os lindos desenhos dos livros infantis, gostava de colorir as casinhas e seus jardins com bonitas flores, maravilhosas borboletas com asas de muitas cores, um céu muito azul e um sol amarelo dourado a brilhas.
     Se eu fosse um lápis, não gostava que me afiassem muito. Gostava de ter uma vida longa para escrever muitas histórias e colorir muitos livros. Os meus amigos seriam os outros lápis de cor. Juntos viveríamos em equipa, num lindo estojo de lata, sempre bem arrumado.
     Com os nossos desenhos e palavras, faríamos sonhar muitas pessoas, fazendo-as felizes.

                    Pedro, Turma 48

Diz o avô III

Tens cabelos brancos.
Mas porquê avô?
Voou muita neve
Na casa onde vivi.

Tens rugas na face.
Mas porquê avô?
Tive muitas preocupações
Na casa onde vivi.

Tens os olhos baços.
Mas porquê avô?
Fez muito frio e geada
Na casa onde vivi.

Tens calos nas mãos.
Mas porquê avô?
Trabalhei muitos dias
Na casa onde vivi.

Tens coração grande.
Mas porquê avô?
Vivi para toda a minha família
Que toda a vida amei.
Daniel,  Turma 48

Diz o avô II

Tens cabelos brancos.
Mas porquê, avô?
Era padeiro e mexia na farinha
Na aldeia onde morei.

Tens rugas na face.
Mas porquê, avô?
Fiquei cansado de cozer tanto pão
Na aldeia onde morei.

Tens os olhos baços.
Mas porquê, avô?
De tanto fumo que apanhei
Na aldeia onde morei.

Tens calos nas mãos.
Mas porquê, avô?
Amassei muito pão
Na aldeia onde morei.

Tens coração grande.
Mas porquê avô?
Pela bondade de dar pão
Á gente que na aldeia viveu.



              Bianca, turma 48

Diz o avô I

Tens cabelo.
Mas porque, avô?
Por passar tempos e tempos.
Nos meus sonhos.

Tens rugas na face.
Mas porque, avô?
Por tantas pessoas me darem mimos na face
Nos meus sonhos

Tens olhos baços.
Mas porque avô?
É de tanto chorar da morte da vossa avó
Nos meus sonhos.

Tens calos nas mãos.
Mas porque, avô?
É das cartas que escrevi para a vossa avó
Nos meus sonhos.

Tens coração grande.
Mas porque avô?
Por ter uns netos
Que tenho ao meu colo.

Beatriz, Turma 48

A aldeia dos bonecos de neve

     Era uma vez uma aldeia onde existiam vários bonecos de neve. Eles gostavam de brincar, atiravam bolas de neve uns aos outros.
     As casas dessa aldeia tinham telhados vermelhos cobertos de muita neve, as janelas eram quadras e as portas eram de madeira castanha.
     Num dia de tempestade, os bonecos de neve ficaram assustados porque o dia ficou escuro de repente. Os bonecos pensaram que estava a chegar um tornado. O vento era muito forte e levantava os flocos de neve pelo ar.
     No dia seguinte, logo pela manhã, as árvores estavam cheias de neve e havia montes de neve por todo o lado. Os bonecos só saíram para a rua quando se agasalharam com cachecóis, chapéus e casacos bem quentinhos.
     Quando viram toda aquela neve acharam estranho porque nunca tinham visto um tornado de neve. Um dos bonecos mais velhos riu-se e disse-lhes que afinal tinha sido um nevão, um grande nevão que tinha deixado toda a aldeia coberta com um manto branco e fofo de flocos de neve.
     Todos ficaram felizes com tanta neve. Podiam continuar as suas brincadeiras.
Guilherme, turma 48

Quando eu for grande...

     Quando eu for grande quero ser polícia.
     Os polícias são pessoas honestas e boas, que ajudam os outros no trânsito, quando têm acidentes rodoviários e a livrarem-se dos ladrões.
     Alguns polícias dedicam-se à investigação de crimes e a descobrir as pessoas que cometem actos criminosos.
     Existem vários tipos de polícia como: polícia marítima, polícia de trânsito, polícia judiciária…
     Eu gostava de ser polícia marítima para conduzir uma lancha a toda a velocidade e prender os piratas marítimos. Atualmente ainda existem piratas do mar. São as pessoas que roubam outros barcos que navegam no mar.
     Gostava de vestir uma farda e tê-la sempre bem limpa e bonita! Eu e os meus colegas seríamos invencíveis. Prendíamos todos os ladrões do mar e ganharíamos muitos louvores. Todas as pessoas, quando nos vissem sentiram-se mais seguras e sem medo.
     Seríamos heróis!
     Viva a polícia!     
Pedro, Turma 48